segunda-feira, 6 de abril de 2009

tristeza

Hoje é um dia muito triste, um dia de merda.
Já não preciso de ir aquele hospital SM.
Mais uma luz que se apagou e deixa muita gente às escuras.
Eu também me sinto na penumbra, nunca pensei que isto te acontecesse, sempre acreditei que te recuperasses, até ontem, quando já se notava que a filha da puta já estava a chegar.
Gostava de acreditar que foste para um sitio melhor, gostava de acreditar que estás melhor, não sei se acredito.
Vou tentar esquecer a maneira como te vi nos últimos tempos, vou guardar o teu sorriso, a tua gargalhada e cada vez que olhar para as cicatrizes que tenho num joelho, feitas numa briga debaixo da nogueira quando éramos pequenas e eu te atirei barro à cara e te pus o nariz a sangrar e tu me deste um empurrão e eu caí por cima de uns tijolos e lixei os joelhos todos, vou-me lembrar de ti com alegria, com amizade, com saudade.
Como é possível que isto te tenha acontecido?
Como é possível, como dizia a tua mãe, ires à frente dos teus pais e dos teus avós?
Coitados deles.
Ficarás para sempre no meu coração, ficarão sobretudo as memórias da infância.

Sem comentários:

Enviar um comentário