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terça-feira, 13 de outubro de 2009

coisas

Coisa nº1
Me, me, me, me, me.
Ando em baixo. Sinto-me um cocó.
Acabou-se o trabalho, ando de mal com o gajo, na verdade ando que nem o posso ver.
Sinto-me infeliz, estou com esperança que seja só TPM, mas não é só isso, tem sido muita tensão, muita coisa posta em causa, e se não fosse assim e fosse assado?, foi o nódulo, biopsia e nódulo, é benigno, fibroadenoma, que é isso?, tumor benigno, quer tirar? tirar para quê? Dá-lhe angústia? Mas, é para dar? Não há indicação médica para tirar e a biópsia tem uma margem de erro miníma. Mas tem margem de erro? Mau. Venha daqui a 6 meses para ver se há alteração. Tá bem. Vou dormir muito descansada durante os próximos 6 meses. É assim como uma bomba relógio que ainda não começou a contar mas não se sabe quando é que começa.

Coisa nº 2
Maitê Proença
A dita fez um videozinho muito idiota, onde goza com a cultura portuguesa e os portugueses mas onde sobretudo se achincalha a ela própria e ao povo com quem partilha a nacionalidade.
O vídeo é deplorável e explicita a tremenda ignorância da actriz assim como a sua falta de educação, cultura e respeito por um povo que tantas vezes a acolheu e acarinhou.
Como porcaria gera porcaria e como por cá temos também Maitês a dar com o pau, o blog da dita já está inundado de comentários baixo nível a chamá-la de tudo o que é nome insultuoso e o que é mais grave, insultando os brasileiros em geral, não havia necessidade, é descer ao nível dela.
Mas pronto, se dúvidas ela tivesse que soubéssemos usar a net, pois ficarão desfeitas.
O tuga sente-se nestas coisas, eu própria tive vontade de lhe dar com um valente BM*na tromba e também me fartei de reenviar o lindo vídeo, e já o recebi tantas vezes que até chateia.
Ai Maitê, Maitê é melhor não por cá mais o pé.

Coisa nº3
Lá votei no Domingo, foram as únicas eleições em que votei este ano.
Votei no Costa, não sei se o queria lá, mas sei que o palhaço do Santana não queria de certeza, e pronto dos males o menos. Prefiro ver mil vezes as ciclovias que os túneis e viadutos. Abaixo os túneis e viadutos.

Coisa nº4
Queria ter algo super giro e interessante para contar, com imeeeeeeeennnnnnsa piada, mas não, não tenho nada fixe e muito menos inteligente para dizer.
No entanto há uma frase que não me sai da cabeça já há alguns dias, deixo-a aqui:
"A verdadeira medida de um homem não é como ele se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas como ele se mantém em tempos de controvérsia e desafio." Martin Luther King

*BM (balde de merda)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Balanço do dia

Sinto-me em stand by

sábado, 26 de setembro de 2009

E tudo o vento vai levando

Aqui há dias uma amiga dizia-me mais ou menos assim: "nem acredito que vou fazer 42 anos, parece-me que ainda nem cresci, como é que eu vou envelhecer se ainda nem cresci?". E tenho andado a ruminar nisto porque é o que eu sinto, sinto que ainda não cheguei a adulta, sinto uma grande infantilidade em mim.
Sinto-me pouco à vontade em meios formais, tenho dificuldade em ser uma senhora, ou melhor, em aceitar que estou uma senhora, porque é disso que se trata, tornei-me numa senhora, senhora dona, senhora doutora, madame. Nem dei por ela, e custa-me engolir esta condição, tenho dificuldade em aderir a esta pele e ao mesmo tempo tenho medo do ridículo de chegar aos 40 anos e (querer) parecer uma eterna adolescente como tantas que há por aí, também não me revejo nesse papel e tenho medo dele. Ainda não cheguei aos 40, nem sei se lá chegarei, mas andam-me a complicar com os nervos.HELP

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

na corda bamba

Tenho andado ausente, muito ocupada para variar. Tenho trabalhado com alguma frequência, estive fora 5 dias, em trabalho, e agora de volta a base, ele é a escola dos miúdos, o gajo que regressa no sábado, algum trabalho, e o que realmente tem consumido o meu pequeno cérebro é aquela biópsia que vou fazer a um caralho que tenho no peito, que não se sente, não se vê, mas está cá, e a questão é: que merda é que cá está, será inócuo ou não? É impossível não andar ansiosa, toda a gente a quem me tenho lamentado me diz que não vai ser nada, para não me ralar, mas isso não muda nada do que cá está, essa é que é essa, e cada vez se ouve falar mais de cancros na mama em mulheres com menos de 40 anos, onde me incluo, e apesar da idade, sei que há sempre essa possibilidade, embora, no fundo, no fundo tenho esperança que não vai ser nada, que é só um aprovação que espero que acabe no dia em que souber o resultado, o pior é se a provação começa nesse dia. Como é que uma pessoa se prepara para isso?

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Patrick swayze

Mais um "idolo" de juventude que se vai.
Morreu no dia em que fui marcar uma biópsia a um caralho que tenho no peito.

sábado, 22 de agosto de 2009

O pedregulho podia (devia) ter caído de noite

Triste evento aquele que se deu ontem na praia Maria Luísa em Albufeira. Uma pessoa fica a pensar que má sorte teve aquela gente que estava no sitio errado à hora errada, no fundo aquele tipo de fatalidade que pode acontecer a qualquer um sem aviso prévio. Também eu costumo ir para a Praínha que também tem aquele tipo de falésias, também lá há sinalização a advertir para o perigo de desmoronamento, também lá há sempre montes de gente instalada junto às falésias a aproveitar as sombras, por acaso eu que sou acagaçada e ando sempre com a paranóia das seguranças não me ponho lá debaixo, muito menos com os meus meninos, mas a praia é tão pequena, que na verdade em qualquer lugar uma pessoa está sempre perto, enfim acontecimentos destes deixam sempre uma pessoa consternada, são vidas que perdem de maneira tão estúpida. Mas o que me deixa perplexa é o voyeurismo, as pessoas que se deslocam ao local de propósito para ver o sitio da tragédia, sem outro propósito senão esse, ver. A mim parece-me uma coisa muito mórbida, faz-me lembrar aquelas pessoas, que na sequência da tragédia de Entre-os-Rios, se deslocaram lá, vindas de vários cantos do país, alguns percorreram centenas de quilómetros, só para ver, ver as ruínas da ponte, ver os trabalhos de remoção do autocarro, ver as buscas pelos corpos, alguns até davam a ideia de frustração de não terem visto nenhum corpo a emergir das águas, que coisa sinistra.
Estava eu há pouco a ver as noticias e deu uma reportagem a dar conta do dia seguinte ao sucedido, e andavam por ali a entrevistar os mirones, pessoas que se deslocaram ali para admirar os pedregulhos que no dia anterior tinham tirado a vida a 5 pessoas, inclusive ninguém tem pudor em dizer que estava ali porque foi ver, havia uma que inclusive levava um calhau de recordação e a jornalista perguntava-lhe porque levava aquilo, e a mulher respondia que para ela aquilo tinha muito valor, mas que valor? insistia a jornalista , e a energúmena dizia, valor. Tinha muito valor mas pronto, ela não sabia qual. Que gente mais tarada. O que irá aquela abécula fazer com o calhau? Será que o vai pôr em cima de um naperon sobre o móvel da sala e ao receber convidados vai dizer-lhes este calhau fez parte daquele grupinho de calhaus que matou 5 pessoas no Verão de 2009, na praia Maria Luísa em Albufeira, Dios mio, não percebo, faz-me espécie.
Sempre me fez confusão esta gente que se alimenta da tragédia, que se excita com a tragédia. Aqui há uns anos, menos de um mês depois daquele grande terramoto na Turquia, nos arredores de Istambul, fui a Istambul, por razões profissionais, uma das pessoas que me acompanhava, fez tudo para ir ver o lugar da tragédia, queria porque queria ir ver, claro que toda a gente o tentou demover e não foi, mais por não ter tido quem o ajudasse do que por conclusão pessoal, não foi porque só lhe puseram entraves, mas ficou frustrado, ainda disse que a única coisa que o interessava em Istambul, era isso, ver os destroços do recente terremoto(que estavam a uns 90km, num subúrbio), de preferência com gente ainda a agonizar pelas ruas, credo! Há para aí cada freak.

terça-feira, 2 de junho de 2009

caso alexandra

Confesso que ando um bocado obcecada com a situação desta criança.
Tão enojada com as instituições, nomeadamente os tribunais.
Este caso foi tratado com tanta leviandade que até arrepia, ao ler o acórdão e os factos provados ainda fiquei pior.
Como é que isto é possível? Sem apelo nem agravo.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Alexandra


Tomei conhecimento do caso desta menina só alguns dias depois dela ter sido enviada para a Rússia. Dilacerou-me a alma ver aquelas imagens da menina aos gritos e em prantos a ser arrancada à força daquela que ela conhece por família, o sofrimento dela, o sofrimento da família, o sofrimento. Como é que se pode fazer isto a uma criança? Porque é que a criança não pode ter uma palavra a dizer? É óbvio que o desejo da criança era ficar onde estava. Como é que fica a justiça portuguesa depois de extraditar a criança, porque é disso que se trata. Esta coisa da prevalência absoluta dos laços de sangue ultrapassa-me, é certo que não devem ser desprezados, mas esta noção medieval de ver as crianças como objecto propriedade de quem as pariu é anacrónica e muitas das vezes não coincide com o tão apregoado superior interesse da criança e é claro que este é um desses casos. Se calhar estaríamos todos mais descansadinhos se a situação fosse outra, ou seja, se a criança fosse para o seio de uma família estruturada, pai, mãe, irmãos, avós etc, se tivesse condições semelhantes aquelas que estava habituada, se se visse um amor desmesurado da parte da mãe e restantes parentes, estaríamos mais descansados mas mesmo assim não deixava de ser violento para a criança. Estas mudanças radicais de país, língua, ambiente, comida, clima, escola, amigos são sempre dolorosas mesmo na companhia da família, quanto mais nesta situação em que a criança é extraditada para junto de gente que não conhece, para uma língua que não conhece afastada das pessoas que ela entende por família e a quem ela chamava pai e mãe. Não se valorizaram os laços relacionais da menina, o juiz ou colectivo, sei lá como é que eles decidem, nunca pensaram nela, no seu sofrimento, trataram-na como uma coisa, condenaram-na, era a vitima e foi condenada, e agora diz-se chocado com os cascudos que a viu levar da mãe na televisão, pois também eu fiquei chocada e 99% da população também, mas já estávamos chocados antes com a sentença dele, e ainda diz que se calhar julgou mal os pais adoptivos, e se calhar também se excedeu na linguagem do acórdão ao falar na ânsia de uma maternidade serôdia por parte de Florinda. Nem que fosse verdade, ansiar por uma maternidade serôdia, pelos vistos, é aos olhos deste juiz um crime maior que abandonar a criança, negligenciá-la, ser alcoólica, etc.

Se queriam que a criança se relacionasse com a mãe, o que, evidentemente eu não discordo, porque é que em vez de a mandar embora não a obrigaram a ficar em Portugal durante um determinado período de tempo para haver uma adaptação dela à filha e para ela aprender russo, havendo um contacto periódico com as pessoas que a criaram. Porque é que a obrigaram a esta separação abrupta, a esta violência. Dão-se pensões e rendimentos mínimos a tanta gente, porque que é que não se deu a esta mãe para ficar cá pelo bem da filha? É mais simples lavar as mãos.

Tenho vergonha do meu país, desta justiça em que os cidadãos não acreditam, que favorece o prevaricador e penaliza o inocente, que não contempla a criança e a trata como coisa, que condenou esta criança a um futuro triste tanto emocional como social, como é que ela vai iniciar uma vida escolar numa língua que não conhece?

A mãe abandonou-a e ganhou na justiça. A menina perdeu duas vezes, a mãe biológica que a abandonou e com quem não criou laços, a família que conheceu e de quem a arrancaram, e vai continuar a perder porque não há nada a fazer por ela, é russa e está na Rússia, ninguém vai poder mudar o que aconteceu ou remediar o mal. Resta ter esperança que a mãe a ame de verdade e opte pela felicidade da filha, mas nem sei se mesmo que ela quisesse poderia reverter a situação. Tenho um filho de 6 anos, sei como sentem, sei o que sabem, sei o que os assusta, para esta menina os maus ganharam e o papão veio mesmo.

Porcaria de país e porcaria de pais que mesmo depois de abandonarem os filhos continuam a prejudicá-los, pobre criança.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Questão

Como é que o juiz, que decidiu mandar a menina, parida por russa alcoólatra para a Rússia, consegue dormir?
Como é que se envia uma criança de 6 anos para um país que não conhece, onde não fala a língua, para uma família que nunca viu, que não a criou, não a cuidou, não a acarinhou,com quem não se relacionou?
A nossa justiça continua a tratar as crianças como coisas, cuja posse e direitos de propriedade vêm descritos nos livros do código civil, além do qual não conseguem ver, sem nunca ter em conta o tão falado superior interesse da criança.
Como é que consegue dormir e ver na televisão, refastelado na sua casinha de classe média alta , a criança a ser esbofeteada pela sua mãe biológica?

quinta-feira, 21 de maio de 2009

dislates

A trabalhar que nem uma moura, cá ando eu. Nem tenho andado a par das noticias.
Será que já temos gripe suína? Não? Bolas, a comunicação social deve de estar possessa, não há meio de figurarmos no mapa-mundi.
Vi a Bárbara Guimarães embalada em vácuo numa coisa dourada a apresentar um programa na televisão, sei que houve o festival da eurovisão, e pouco mais captei.
Ah, este país está cada vez mais tragicómico, houve para aí uma professora, lá para o norte, porque será?, que resolveu andar a falar de bacanais aos alunos, houve para aí também mais um "caso Esmeralda", desta vez com uma Russa, o Juiz lá deve ter decidido conforme vem escrito nos livros, a mais não é obrigado, que se foda! OOppss, também não posso opinar, não sei nada.
Cheers

sábado, 2 de maio de 2009

H1N1

Às vezes até fico com a impressão que a nossa imprensa anda desiludida com o facto de ainda não termos, em Portugal, nenhum caso de gipe suina confirmada, irra.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

tristeza

Hoje é um dia muito triste, um dia de merda.
Já não preciso de ir aquele hospital SM.
Mais uma luz que se apagou e deixa muita gente às escuras.
Eu também me sinto na penumbra, nunca pensei que isto te acontecesse, sempre acreditei que te recuperasses, até ontem, quando já se notava que a filha da puta já estava a chegar.
Gostava de acreditar que foste para um sitio melhor, gostava de acreditar que estás melhor, não sei se acredito.
Vou tentar esquecer a maneira como te vi nos últimos tempos, vou guardar o teu sorriso, a tua gargalhada e cada vez que olhar para as cicatrizes que tenho num joelho, feitas numa briga debaixo da nogueira quando éramos pequenas e eu te atirei barro à cara e te pus o nariz a sangrar e tu me deste um empurrão e eu caí por cima de uns tijolos e lixei os joelhos todos, vou-me lembrar de ti com alegria, com amizade, com saudade.
Como é possível que isto te tenha acontecido?
Como é possível, como dizia a tua mãe, ires à frente dos teus pais e dos teus avós?
Coitados deles.
Ficarás para sempre no meu coração, ficarão sobretudo as memórias da infância.